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Guia Grupos

Grupos Shimano de MTB: do Tourney ao XTR, o que muda em cada degrau

Embreagem no câmbio, amplitude do cassete, Linkglide ou Hyperglide+, cubo HG ou Micro Spline: são essas quatro coisas que separam um degrau do outro, e não o nome gravado no câmbio. Com a reorganização de 2026 e os preços de peça e de bike no Brasil.

Por Redação DH BrasilPublicado em 17 min de leitura
Transmissão de mountain bike de 12 velocidades em close: câmbio traseiro, cassete e corrente
Imagem ilustrativa gerada com IA

Grupo é o conjunto que faz a bike trocar de marcha e, na Shimano, também frear: câmbio traseiro, trocador, cassete, corrente, pedivela, movimento central e freio. O nome gravado no câmbio diz pouco. Um Altus de 2010 e um de 2017 são grupos diferentes, um Deore pode ter 10, 11 ou 12 marchas, e o SLX deixou de existir como nome em 2026. Este guia mostra o que muda entre os degraus, o que é compatível e onde o dinheiro rende mais, e acompanha a escada de grupos. Números de fichas da Shimano e testes publicados; preços aproximados, de outubro de 2026.

Qual é a ordem dos grupos Shimano de MTB?

Do mais simples para o topo: Tourney, CUES (U4000, U6000 e U8000), Deore (M6100 e, desde 2026, M6200 e M7200), SLX (M7100, nome aposentado em 2026), Deore XT e XTR. Altus, Acera e Alivio ainda aparecem em muita bike nova no Brasil, mas saíram de linha a partir de 2023, quando o CUES assumiu a faixa deles. Abaixo do CUES fica o ESSA, de 8 velocidades, para bikes baratas.

ESCADA MTBVer a escada completa
  1. 1Tourney6/7 (TY, roda livre) ou 7/8 (TX, cassete)v · 14–28/14–34 (roda livre TY) ou 11–32/12–32 (cassete TX)Uso urbano, lazer em ciclovia e estradão leve; não é grupo para trilha técnica.
  2. 2Altus9v · 11–36Quem está começando no MTB com orçamento curto e roda em estradão e trilha leve.
  3. 3Acera9v · 11–36Iniciante que quer um degrau acima do Altus sem mudar de faixa de preço.
  4. 4Alivio9v · 11–36Quem pedala estradão e trilha moderada e quer manutenção barata.
  5. 5CUES U40009v · 11–41 (1x9; ex.: CS-LG300-9) ou 11–36Primeira bike de trilha com 1x simples e peças baratas de repor.
  6. 6CUES U600010 ou 11v · 11–48 (10v) / 11–50 (11v)Quem faz trilha de verdade e quer 1x durável sem pagar por 12v.
  7. 7CUES U800011v · 11–50E-bikes e MTBs de uso intenso onde durabilidade importa mais que peso.
  8. 8Deore12v · 10–51O "ponto ideal" para trilha e XC amador no Brasil: 12v confiável com peças acessíveis.
  9. 9SLX12v · 10–51 (ou 10–45)Quem pedala muito e quer economizar peso sem pagar preço de XT.
  10. 10Deore XT12v · 10–51 ou 9–45Atleta amador e trilheiro exigente que quer o melhor custo-desempenho da Shimano.
  11. 11XTR12v · 10–51 ou 9–45Competição de XC/maratona e quem quer o melhor da Shimano sem olhar preço.

Na tabela, a coluna de preço é a faixa da bike completa nova onde o grupo costuma aparecer: estimativa editorial, boa como ordem de grandeza, não como cotação.

A escada Shimano de MTB: marchas, cassete, embreagem e faixa de preço da bike (estimativa editorial, out/2026)
Grupo (código atual)Marchas e configuraçãoCassete típico (dentes)Câmbio com embreagemBike completa (R$, aprox.)
Tourney (TY300, TX800)3x6 a 3x814-28 ou 14-34 (roda livre); 11-32 (cassete)Não1.000 a 2.500
Altus (M2000; antigo M310)3x9 ou 2x9 (M310: 3x7/3x8)11-36Não2.000 a 3.500
Acera (M3000)3x9 ou 2x911-36Não2.500 a 4.000
Alivio (M3100)2x9 ou 3x911-36Não3.000 a 4.500
CUES U40001x9 ou 2x911-41 ou 11-46Não (mola reforçada)3.000 a 4.500
CUES U60001x10, 1x11 ou 2x11-48 (10v), 11-50 (11v)Sim, no 1x3.500 a 6.000
CUES U80001x1111-50Sim5.000 a 9.000
Deore (M6100, M6200, M7200)1x1210-51Sim (M6100, M6200); estabilizador de duas molas (M7200)5.500 a 11.000
SLX (M7100)1x12 ou 2x1210-51 ou 10-45Sim9.000 a 16.000
Deore XT (M8100, M8200, M8250 Di2)1x1210-51 ou 9-45Sim (M8100); estabilizador de duas molas (M8200)14.000 a 35.000
XTR (M9200, M9250 Di2)1x1210-51 ou 9-45Estabilizador de duas molas (Di2)40.000 a 90.000

Do Tourney ao Alivio a diferença é gradual: todos são 3x ou 2x sem embreagem. O salto que se sente é o 1x com embreagem, que começa no CUES U6000. Do Deore 12v para cima muda peso, acabamento e o toque do trocador.

Quer ver a escada aplicada numa linha só de bikes? O comparativo da Oggi Big Wheel mostra o que muda de grupo, garfo e freio, versão por versão.

Qual a diferença entre Tourney, Altus, Acera e Alivio?

Altus é melhor que Tourney, Acera é um pouco melhor que Altus e Alivio é o melhor dos três, mas entre os três de 9v a distância é pequena. O que separa de verdade é o Tourney do resto.

Tourney é grupo de lazer. As versões TY usam roda livre de rosca: o bloco de pinhões rosqueia no cubo e leva a catraca dentro dele, o que deixa o rolamento direito longe da ponta do eixo. Com peso e buraco, esse eixo entorta. O câmbio não tem embreagem e as peças de aço são pesadas e com folga. Em ciclovia funciona; em trilha com raiz, a corrente bate no quadro e cai.

Altus tem duas vidas. O antigo M310, de 7 ou 8 marchas, é o das bikes vendidas como "24 marchas Shimano Altus", e anda mais perto do Tourney que do Altus atual. O M2000, de 2017, é 9v com cassete 11-36 no núcleo HG e câmbio Shadow, de perfil baixo, mais recolhido para dentro do quadro e menos exposto a pedra e tombo.

Acera M3000 funciona quase igual ao Altus M2000, com acabamento um pouco melhor e opção 2x. Alivio M3100 é o topo da era 9v, com trocador Rapidfire Plus mais preciso e pedivela mais rígido. Os três usam a mesma corrente de 9v e trocam peças entre si. A reposição é barata (um câmbio Altus M310 sai por R$ 140 a 190 nos anúncios de outubro de 2026), mas para bike nova de trilha a geração seguinte entrega mais pelo mesmo preço.

O que é o Shimano CUES e o que ele substituiu?

CUES é a linha lançada em fevereiro de 2023 que substituiu Altus, Acera e Alivio e o Deore de 10 e 11 velocidades (M4100 e M5100). Os níveis de MTB são U4000 (9v), U6000 (10 ou 11v) e U8000 (11v, pedivela Hollowtech II), além de um U3000 de 9v para bikes simples. O Tourney ficou de fora e o Deore 12v ficou acima.

O que define o CUES é o Linkglide: pinhões mais grossos, dentes mais altos e rampas de troca mais robustas que as do Hyperglide antigo. Dente alto segura a corrente mesmo gasto, e pinhão grosso espalha a força em mais material. Resultado: menos pulo de corrente com o cassete velho e troca mais suave fazendo força na subida. A Shimano diz que o cassete Linkglide dura até três vezes mais. É alegação do fabricante, sem teste independente, mas a lógica vale para o barro vermelho e a poeira do interior, que acabam com cassete e corrente.

O CUES também simplificou a oficina. Todos os níveis usam a mesma corrente de 11v (até o 1x9), a mesma relação de cabo e o mesmo espaçamento de pinhões. Os cassetes encaixam no núcleo HG das bikes de 8 a 11 marchas, então você não precisa trocar a roda; em bike de 7 marchas, confira antes, porque o núcleo pode ser estreito demais. O ponto fraco do U4000 é não ter embreagem tradicional (a Shimano usou uma mola mais forte). O U6000 1x já tem, e é o primeiro grupo da escada que indicamos para trilha sem ressalva.

CUES ou ESSA? CUES: o ESSA é de 8 marchas, para bike de entrada e uso urbano. CUES ou Deore? O CUES dura mais e cabe no núcleo HG; o Deore 12v tem mais amplitude, cassete mais leve e troca mais rápida, mas pede núcleo Micro Spline. Na bike nova a diferença de preço às vezes some: em outubro de 2026, a Oggi Big Wheel 7.2 com Deore 12v saía por volta de R$ 5,9 mil e a Sense Impact Pro com CUES 11v, perto de R$ 6,2 mil (medianas de anúncios). Quadro e garfo pesam mais no preço que o grupo.

Deore ou SLX: o que mudou com o Deore M6200 e M7200?

O Deore M6100 trouxe em 2020 o pacote do XT para a faixa intermediária: 12 marchas, cassete 10-51, núcleo Micro Spline, câmbio Shadow RD+ com embreagem e Hyperglide+. O SLX M7100 faz a mesma coisa com peças mais leves. No teste da BikeRadar, o grupo SLX pesou 1.864 g, 155 g a menos que um Deore equivalente, quase tudo no cassete, na corrente e no pedivela Hollowtech II. Câmbio e trocador são praticamente iguais, e o veredito foi que o SLX é confiável, mas não é um salto grande sobre o Deore.

510%amplitude do cassete 10-51 do Deore 12v
155go que o grupo SLX economiza sobre o Deore no teste da BikeRadar
3xdurabilidade do cassete Linkglide sobre o Hyperglide, segundo a Shimano
1.737gtransmissão XTR Di2 completa, sem freios

Em junho de 2026 a Shimano aposentou o nome SLX e dividiu o Deore em dois níveis. O M7200 herda o lugar do SLX: cassete 10-51 de aço com o pinhão de 51 dentes em alumínio e câmbio Shadow ES, que troca a embreagem ajustável por um estabilizador de duas molas com 70% mais força, segundo a marca. O M6200 é o nível mais barato: cassete de aço com suporte de alumínio, câmbio com embreagem Shadow+ ajustável, pedivela de duas peças com eixo de 24 mm e coroa de 30 ou 32 dentes. Há versões Linkglide de 11v (M6230, M7230) e um trocador de e-MTB que troca uma marcha por vez, para poupar a corrente do torque do motor. Os freios novos têm pinça de 2 pistões (BR-M6200) ou de 4 (BR-M6220).

Então, Deore ou SLX? As três gerações vão conviver nas lojas até 2027. Deore M6100 ou M6200 é o ponto de equilíbrio para trilha e XC amador. SLX M7100 ou Deore M7200 vale se custar quase o mesmo, o que acontece na queima de estoque: kits SLX de quatro peças apareciam entre R$ 1.650 e R$ 2.500 em outubro de 2026, perto dos kits Deore. Pagar milhares a mais só pelo SLX não compensa.

XT, XTR e Di2

O Deore XT é onde a diferença aparece no dedo: no teste da BikeRadar, o trocador XT M8100 tinha clique mais seco e curso mais curto que o do SLX. O XT mecânico novo, M8200, também usa Shadow ES, com gaiola longa para o 10-51 ou média para o 9-45 de XC, e tem versão Linkglide 11v (RD-M8230) para e-MTB. Para o amador exigente, é o melhor custo-desempenho da Shimano.

O XTR atual é o M9250 Di2, sem fio, de junho de 2025. A transmissão pesa 1.737 g sem freios (BikeRadar), a bateria de 23 g no câmbio rende 340 km por carga (Shimano) e o grupo custava cerca de US$ 2.560 lá fora. É peça de competição.

O Di2 desceu a escada: há XT Di2 (M8250) e, desde junho de 2025, Deore Di2 (RD-M6250, sem fio, com bateria própria). Em e-MTB existem câmbios alimentados pela bateria da bike (RD-M6260, RD-M8260), e com eles o Auto Shift, que troca sozinho pela velocidade e pelo torque, e o Free Shift, que troca sem você pedalar, usando o motor para girar a corrente; os dois dependem do motor Shimano (veja os motores de e-bike). Em bike comum, o ganho é troca precisa sem cabo que estica nem conduíte com barro.

O que muda de verdade de um degrau para o outro?

Cinco padrões explicam quase toda a diferença e ensinam a ler qualquer ficha.

Câmbio com embreagem

Cada pancada na trilha faz a corrente chicotear. Num câmbio comum, a gaiola gira para a frente, a corrente afrouxa, bate no quadro e pode cair da coroa. O Shadow RD+ põe uma embreagem de mola dentro do câmbio que segura a gaiola: ela segue livre para esticar a corrente, mas resiste a ir para a frente. A Shimano lembra que isso pesa mais no 1x, onde não há câmbio dianteiro guiando a corrente. O Shadow ES de 2026 faz o mesmo com duas molas fortes. Sem um dos dois, 1x em trilha não funciona bem.

Cassete e amplitude

Amplitude é a relação entre a marcha mais pesada e a mais leve. Num 1x, é o pinhão maior dividido pelo menor: 51 ÷ 10 = 510%. O 11-42 dos primeiros 1x11 dá 382%; o 11-46 do Deore 10v e do CUES 9v, 418%; o 11-50 do CUES 11v, 455%. Mais amplitude é marcha leve para a rampa e pesada para o asfalto, com uma coroa só. Faça a conta com a sua coroa na calculadora de relação de marchas.

Amplitude e marcha mais leve por transmissão (relação = dentes da coroa ÷ dentes do pinhão; quanto menor, mais leve)
TransmissãoExemplo de grupoCoroas x cassete (dentes)Amplitude total (%)Marcha mais leve (relação)
3x7Tourney42/34/24 x 14-283500,86
3x8Altus M31042/32/22 x 11-325550,69
3x9Acera, Alivio40/30/22 x 11-365950,61
1x9CUES U400030 x 11-464180,65
1x10CUES U600032 x 11-484360,67
1x11CUES U6000, U800032 x 11-504550,64
1x12Deore, SLX, XT32 x 10-515100,63
1x12 XCXT, XTR32 x 9-455000,71

1x, 2x ou 3x

O 3x9 tem a maior amplitude da tabela, mas das 27 combinações muitas se repetem, várias cruzam a corrente e você carrega câmbio dianteiro, trocador esquerdo e três coroas. O 1x12 chega quase à mesma marcha leve com metade das peças e uma alavanca só. A coroa narrow-wide (dentes alternados largos e estreitos, encaixando nos elos) e a embreagem seguram a corrente. As gerações 2026 de Deore e XT saíram só em 1x. O 2x do CUES serve a quem faz cicloturismo carregado; o 3x ficou para a bike de lazer barata.

Hyperglide+ ou Linkglide

O Hyperglide+ dos grupos 12v foi desenhado para trocar rápido nos dois sentidos, inclusive para o pinhão menor com o pé fazendo força, e permite cassete leve. O Linkglide pesa mais e para nas 11 marchas, mas engata com menos tranco sob torque alto e, segundo a Shimano, dura até três vezes mais; foi pensado também para a troca automática das e-bikes. E-MTB, uso pesado com pouca manutenção e barro pedem Linkglide; peso baixo e troca instantânea pedem Hyperglide+.

Núcleo HG ou Micro Spline

O núcleo do cubo traseiro é onde o cassete encaixa. O HG, de estrias largas, não aceita pinhão menor que 11 dentes, porque o próprio núcleo ocupa o espaço. O Micro Spline, de estrias finas, permite o pinhão de 10 (e o de 9 no 9-45) e é obrigatório nos 12v Shimano. Se o seu cubo é HG e não aceita núcleo Micro Spline, ir para Deore 12v exige roda ou cubo novo.

Freio dentro do grupo

Ao contrário da SRAM, a Shimano vende freio no grupo, mas a bike "grupo Deore" pode vir com freio MT200 de entrada. O freio decide mais a sua segurança que o câmbio: 4 pistões (M6120, M6220, M7120, M8120) para trail e serra, 2 pistões para XC. Entre níveis, a força é parecida; os de cima ganham ajustes na manete e peso menor. Veja como escolher em freio hidráulico.

O que mistura e o que não mistura nos grupos Shimano?

  • 12v Hyperglide+ mecânico mistura entre si. Trocador, câmbio, cassete e corrente de Deore M6100, SLX M7100, XT M8100 e XTR M9100 conversam, e a geração 2026 mantém a relação de cabo. Trocador XT com o resto SLX ou Deore funciona, como a própria BikeRadar sugeriu.
  • Linkglide não mistura com Hyperglide. A relação de cabo e o passo dos pinhões são outros: câmbio CUES não anda com trocador Hyperglide de 11v, e cassete Hyperglide não roda em grupo CUES.
  • Dentro do CUES tudo conversa: mesma corrente, mesmo cabo, pedivelas que servem em qualquer número de marchas. Só o número de marchas do trocador e do cassete precisa casar.
  • 11v não é tudo igual. O Deore M5100 (Hyperglide, 11-51 no núcleo HG) não mistura com o CUES 11v (Linkglide). Quando o câmbio ou o cassete dele acabar, a reposição é o CUES U6000 11v, em conjunto.
  • 11v e 12v não se misturam: espaçamento, largura de corrente e número de cliques mudam.
  • Altus, Acera e Alivio 9v trocam peças entre si, mas não com o CUES 9v, que é Linkglide.

Como saber qual é o grupo de verdade de uma bike anunciada como "Shimano"?

Leia os códigos, não o anúncio. "21 marchas Shimano" quase sempre quer dizer que só o câmbio traseiro é Shimano (em geral Tourney), com trocador, pedivela, catraca e freio genéricos. "Câmbio Shimano Deore" pode ser só o câmbio, com cassete de outra marca. A conta das marchas já entrega muito: 21v é 3x7, 24v é 3x8 e 27v é 3x9.

Confira três coisas antes de comprar. O trocador é Shimano e do mesmo grupo? Trocador genérico com câmbio bom é o jeito mais comum de baratear a ficha. É cassete ou roda livre? Roda livre não aguenta trilha. E o freio: MT200 é entrada; Deore para cima é freio de trilha.

Os três exemplos abaixo, do nosso catálogo, são bikes de entrada e intermediárias e mostram como ler a ficha. A Caloi Montana tem Tourney 3x7: bike de lazer, ciclovia e estrada de terra leve. Outras fichas comparadas estão em bikes. A Rino Everest anuncia "Shimano Altus" com 24 marchas: é o Altus M310 de 8v, não o M2000, mas traz freio hidráulico. A Absolute Nero 5 é 1x12 com câmbio Deore; confira na ficha do vendedor se cassete e trocador também são Shimano.

01
Caloi Montana aro 29 21 marchas Shimano Tourney
Mountain bike

Caloi Montana aro 29 21 marchas Shimano Tourney

Para lazer, ciclovia, parque e estrada de terra leve: a porta de entrada com marca grande e câmbio Shimano.

  • Aro29
  • QuadroAlumínio 6061, cabeamento interno
  • Transmissão3x7 (21v) Shimano Tourney
  • FreioDisco mecânico
  • Suspensão60 mm
  • Câmbio Shimano Tourney e assistência técnica Caloi
  • Quadro de alumínio com cabeamento interno
  • Freio a disco
  • Suspensão de 60 mm: curta para trilha de verdade
  • Feita para lazer, não para trilha técnica
02
Rino Everest Color aro 29 24v Shimano Altus freio hidráulico
Mountain bike

Rino Everest Color aro 29 24v Shimano Altus freio hidráulico

Para quem quer o câmbio Shimano Altus e freio hidráulico numa bike de entrada para trilha leve e estrada de terra.

  • Aro29
  • QuadroAlumínio
  • Transmissão3x8 (24v) Shimano Altus
  • FreioDisco hidráulico
  • SuspensãoDianteira
  • Câmbio traseiro Shimano Altus
  • Freio a disco hidráulico
  • Trocador de gatilho EZ-Fire
  • Transmissão 3x8: mais marchas repetidas e mais peso que um 1x
  • Sem avaliações suficientes na Amazon para comparar
03
Absolute Nero 5 aro 29 Shimano Deore 12v
Mountain bike

Absolute Nero 5 aro 29 Shimano Deore 12v

Para quem já pedala e quer a transmissão 1x12 com câmbio Deore, a mesma família das bikes de R$ 8 mil para cima, sem pagar por quadro de marca grande.

  • Aro29
  • QuadroAlumínio, cabeamento interno
  • Transmissão1x12 Shimano Deore
  • FreioDisco hidráulico
  • SuspensãoDianteira com trava
  • Câmbio Shimano Deore 12v: troca precisa e cassete de amplitude grande para subida
  • Freio hidráulico, que pede menos força na descida
  • Quadro de alumínio com cabeamento interno
  • Vem desmontada: a montagem tem de ser feita em oficina
  • Poucas avaliações na Amazon até agora; confira o vendedor e a tabela de tamanhos

Quando vale subir de degrau, e qual upgrade rende mais?

Vale subir quando o degrau novo resolve um problema que você tem. Sair do 3x sem embreagem para o 1x com embreagem resolve corrente caindo, barulho e troca ruim na subida: é o upgrade que mais se sente. Do Deore para SLX ou XT, você ganha peso e toque de trocador, que o atleta de prova percebe e o pedal de fim de semana mal nota. Do XT para o XTR, paga milhares de reais por algumas centenas de gramas.

É desperdício subir de grupo numa bike com garfo de mola sem óleo, pneu pesado ou freio fraco: esses itens custam menos e mudam mais a trilha. Antes de trocar grupo por troca ruim, olhe cabo, conduíte e gancheira: câmbio desalinhado faz um XT trocar como Tourney. Antes, veja como regular o câmbio e meça a corrente.

O upgrade de melhor efeito por real é o kit de quatro peças: câmbio, trocador, cassete e corrente juntos. Pedivela e freio podem esperar. Entre CUES e Deore 12v, quem decide é o cubo:

Quanto custa cada caminho de upgrade (faixas de anúncios de lojas brasileiras em outubro de 2026, aproximadas)
DestinoO que comprarCabe no núcleo HG?Faixa de preço (R$)
Altus M310 (reposição)Câmbio traseiroSim140 a 190
CUES U4000 1x9Grupo completo com pedivelaSimPor volta de 1.250
CUES U6000 1x10Grupo (câmbio, trocador, cassete 11-48, corrente, coroa)Sim1.600 a 2.400
Deore M6100 1x12Kit de quatro peçasNão, pede Micro Spline1.550 a 2.700
SLX M7100 1x12Kit de quatro peçasNão, pede Micro Spline1.650 a 2.500
XT M8100 1x12Câmbio e trocadorNão (o cassete pede Micro Spline)960 a 1.010

Roda HG e nenhuma vontade de trocar cubo: CUES U6000 1x10 ou 1x11, que cabe no que você tem, dura mais e já tem embreagem. Roda que aceita núcleo Micro Spline, ou roda que vai ser trocada de qualquer jeito: kit Deore 12v, com mais amplitude pelo mesmo dinheiro. Cuidado com kits "Deore 12v" com cassete 11-50 ou 11-52 para núcleo HG: o câmbio é Shimano, o cassete não, e ele define boa parte da qualidade da troca.

Pense na reposição: um cassete Deore ou SLX 10-51 aparecia entre R$ 650 e R$ 800 em outubro de 2026; um CUES 10v 11-48, perto de R$ 320. No barro, essa diferença se repete a cada troca.

Perguntas frequentes

A Shimano Deore é boa?

Sim. O Deore 12v (M6100 e os novos M6200 e M7200) tem a mesma amplitude 10-51, a mesma embreagem e a mesma relação de cabo do XT, com peças um pouco mais pesadas. Para trilha e XC amador, é o grupo de melhor custo-benefício da Shimano.

Qual é melhor, Deore ou Shimano CUES?

Deore 12v tem mais amplitude, cassete mais leve e troca mais rápida; CUES dura mais, custa menos para repor e cabe no cubo HG comum. Para trilha com cubo Micro Spline, Deore; para e-MTB, uso pesado ou cubo HG, CUES U6000 ou U8000.

Qual é melhor, Shimano ESSA ou CUES?

CUES. O ESSA é de 8 marchas e fica abaixo do CUES na escada, pensado para bikes de entrada e uso urbano.

Qual freio é melhor, Deore XT ou SLX?

Na força de frenagem a diferença é pequena; o XT ganha acabamento, peso menor e mais ajustes na manete. Escolher a pinça de 4 pistões em vez da de 2 muda mais a descida do que subir de SLX para XT.

Dá para colocar 12 marchas numa bike de 9 marchas?

Dá, trocando câmbio, trocador, cassete e corrente, quase sempre a coroa ou o pedivela e, se o cubo não aceitar núcleo Micro Spline, a roda traseira. Com roda HG, o CUES 1x10 ou 1x11 dá resultado parecido gastando menos.

O grupo Shimano Altus é melhor que o Tourney?

Sim, principalmente o Altus M2000 de 9 marchas, que usa cassete em vez de roda livre de rosca e câmbio Shadow de perfil baixo. O Altus antigo M310, de 7 ou 8 marchas, fica bem mais perto do Tourney.

Os produtos deste guia

Fontes e referências

  1. BikeRadar, lançamento do Shimano CUES
  2. BikeRadar, Deore M7200 e M6200 de 2026
  3. Velomotion, Deore M6200 e M7200 e o fim do nome SLX
  4. BikeRadar, Deore XT M8200 mecânico
  5. BikeRadar, teste do grupo SLX M7100
  6. BikeRadar, XTR Di2 sem fio
  7. Shimano, como funciona o Shadow RD+
  8. Shimano, câmbio traseiro CUES RD-U4000
  9. Brújula Bike, lançamento do Deore Di2

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