Corrente de bicicleta: quando trocar, como medir, trocar e lubrificar
A corrente gasta é a peça barata que destrói as peças caras: cassete e coroa. Veja como medir o desgaste, trocar no tamanho certo e escolher o lubrificante com base em teste de laboratório, e não em rótulo de frasco.

A corrente de bicicleta é a peça mais barata da transmissão e a que mais trabalha: centenas de articulações sob carga a cada volta do pedivela, no meio de poeira, barro e água. Quando passa do ponto, ela não morre sozinha. Leva junto o cassete e a coroa, que custam várias correntes. Aqui você aprende a medir, trocar e lubrificar com os números de quem testou em laboratório. Vale para mountain bike, speed e gravel.
Como a corrente de bicicleta se gasta e por que ela come o cassete?
Corrente não estica: o aço das placas não se alonga no uso normal. O desgaste é por dentro. Em cada elo, um pino gira dentro da bucha (nas correntes atuais, formada pela própria placa interna) e o rolete gira por fora dela. A poeira que entra com o lubrificante vira pasta de lixa ali. O pino afina, o furo alarga e cada elo abre um pouco mais quando é puxado. Somado em mais de 100 elos, isso aparece como corrente "mais comprida".
O passo de uma corrente nova é de meia polegada (12,7 mm) entre pinos, e os dentes do cassete e da coroa foram desenhados para ele. Com o passo maior, o rolete não assenta mais no fundo do vão: sobe na face do dente e escorrega sob força. A Zero Friction Cycling (ZFC), laboratório australiano que testa correntes e lubrificantes, resume: a 0,6% a corrente começa a desgastar os dentes para caber no passo novo; a 0,8% faz isso de novo em todas as engrenagens. Nasce o dente em gancho do cassete velho.
Corrente e cassete gastos juntos funcionam, porque um se adaptou ao outro; a corrente nova é que pula. Trocando no ponto certo, diz a ZFC, você passa 2 a 3 correntes por cassete e 4 a 6 por coroa.
Quando trocar a corrente da bike?
Pela medida, não pela quilometragem. A referência da Park Tool e da ZFC é 0,5% de alongamento para cassetes de 11 velocidades ou mais e 0,75% para 10 velocidades ou menos; bike de uma marcha tolera 1%. Mais marchas, corrente mais fina e folga menor. Os fabricantes divergem:
- SRAM: para as correntes Eagle de 12 velocidades, a orientação oficial é trocar em 0,8% num medidor aprovado. A ZFC considera tarde demais para preservar o cassete.
- Shimano: o medidor da marca, o TL-CN42, é do tipo passa ou não passa e, na conferência da ZFC, entrou exatamente numa corrente com 0,5%. Nos materiais públicos que consultamos, a Shimano não publica um percentual único.
- KMC: o glossário técnico não crava número; como as KMC servem em Shimano e SRAM, use o limite da sua transmissão.
Para 11 e 12 velocidades, fique com 0,5%. Passar disso economiza uma corrente de R$ 250 e arrisca um cassete de R$ 600 ou mais.
Como medir com o medidor de desgaste
O medidor tem uma ponta fixa e outra que só cai entre os roletes quando o alongamento chegou à marca. Coloque a corrente na coroa maior e num pinhão grande, para o câmbio esticar o lado de baixo. Encaixe a ponta fixa e deixe a outra cair, sem forçar. Meça em 3 a 5 trechos, porque o desgaste não é uniforme, e use o pior. Corrente suja ou recém-encerada lê menos que o real: meça antes de lubrificar.
A ferramenta importa. Na conferência da ZFC, o Park Tool CC-2 marcou 0,75% numa corrente com 0,5%, e o Super B e o Ice Toolz leram uns 40% abaixo do real. Shimano TL-CN42, Park Tool CC-4 e Pedro's acertaram. Um medidor bom custa por volta de R$ 90 a R$ 110 no Brasil.
Como medir com régua
Doze elos completos (24 pinos) medem 12 polegadas, ou 304,8 mm, de centro a centro de pino. Alinhe um pino no zero de uma régua de aço e veja onde cai o 24º seguinte. Com 0,5% de desgaste, ele passa uns 1,5 mm da marca (1/16 de polegada); com 0,75%, uns 2,3 mm. Deixe o elo rápido fora do trecho.
Qual corrente serve na minha bike?
Conte os pinhões do cassete, não o total de marchas. Uma bike "24 marchas" com três coroas e oito pinhões usa corrente de 8 velocidades; uma 1x12 usa corrente de 12.
| Cassete | Largura externa (mm) | Grupos de exemplo | Limite de troca (%) | Emenda |
|---|---|---|---|---|
| 6 a 8 velocidades | 7,0 a 7,8 | Tourney, Claris | 0,75 | Elo rápido, em geral reutilizável, ou pino |
| 9 velocidades | 6,6 a 6,8 | Altus, Alivio, Sora, CUES U4000 | 0,75 | Elo rápido ou pino de montagem |
| 10 velocidades | 5,9 a 6,2 | CUES U6000 10v, GRX 400 | 0,75 | Elo rápido ou pino de montagem |
| 11 velocidades | cerca de 5,5 | CUES 11v, Deore Linkglide, Tiagra | 0,5 | Elo rápido (Shimano: uso único) |
| 12 velocidades | 5,2 a 5,3 | Deore, SLX, XT, XTR, Eagle, 105 12v | 0,5 (SRAM Eagle: 0,8 oficial) | Elo rápido ou PowerLock, uso único |
Pela KMC, até 8 velocidades as correntes são 1/2 x 3/32 polegada; de 9 a 12, 1/2 x 11/128. Corrente de 11 num cassete de 12 raspa e troca mal.
Hyperglide+, Linkglide e Flattop: o que muda
Hyperglide+ é o 12 velocidades dos grupos MTB da Shimano (Deore, SLX, XT, XTR), com rampas e placas desenhadas para trocar sob força. As correntes CN-M6100, M7100, M8100 e M9100 são intercambiáveis. Misturar com Eagle comum costuma funcionar, mas cada marca só garante a própria.
Linkglide é a linha feita para durar: a Shimano anuncia resistência ao desgaste três vezes maior que a do Hyperglide, pensando em e-bike. Está no CUES e nas versões 11v do Deore e do XT. A corrente CN-LG500 é a mesma em todo o CUES e, segundo a Shimano, funciona também em 11v Hyperglide. O cassete Linkglide pede câmbio e trocador Linkglide.
Flattop é a corrente SRAM de placa plana e rolete maior, em duas famílias parecidas que não se misturam: a de estrada (12v AXS de speed e gravel XPLR) e a T-Type da Eagle Transmission. A SRAM diz que a Flattop de estrada não serve no Eagle, e a T-Type só trabalha com cassete e coroa T-Type. Confira seu grupo na escada de grupos.
Corrente direcional: as Shimano de 10, 11 e 12 velocidades têm placas assimétricas e trocam melhor com a marca impressa para fora e a seta, quando houver, no sentido de giro do pedivela. As KMC não são direcionais, diz o fabricante. Na SRAM, siga a embalagem.
Como trocar a corrente da bicicleta passo a passo?
Leva de 15 a 30 minutos. Ferramentas: extrator de corrente compatível com o número de velocidades (por volta de R$ 40 a R$ 85), alicate de elo rápido, elo rápido novo ou pino de montagem da mesma velocidade, medidor, pano e desengraxante. Não há torque de aperto: o que importa é o elo travado e livre.
Qual o tamanho certo da corrente?
Curta demais, ela estica o câmbio no maior com o maior, ou no fim do curso de uma full suspension, até arrancar a gancheira. Longa demais, bate no quadro. A corrente nova vem com 116, 126 ou 138 elos, e você corta.
O método geral: passe a corrente pela coroa maior e pelo pinhão maior, sem passar pelo câmbio traseiro, e some uma polegada ao ponto em que as pontas se encontram, ou seja, um elo interno e um externo. É o "mais 2 elos" das oficinas. A Park Tool indica esse método para cassetes até 36 dentes e manda somar duas polegadas em 1x com pinhão de 42 dentes ou mais. Nos 12 velocidades, a regra do fabricante vale mais:
- SRAM Eagle (com gancheira): coroa e pinhão maiores, sem o câmbio, com sobreposição de um elo interno e um externo.
- SRAM Eagle Transmission: tabela da SRAM ou aplicativo AXS, pelo tamanho da coroa e da balança do quadro.
- Shimano 12v: o manual do câmbio traz uma tabela de elos a somar conforme o cassete e o tipo de quadro.
- Full suspension: a Park Tool manda tirar o amortecedor (ou o ar dele) e comprimir a suspensão até o fim antes de medir, para sobrar corrente onde ela é mais exigida.
- Alivie a tensão. Passe para o pinhão menor e, se houver, a coroa menor.
- Abra a corrente velha. Com elo rápido, aperte-o na diagonal com o alicate até soltar. Sem ele, empurre um pino para fora com o extrator. Fotografe antes o caminho da corrente pela gaiola do câmbio.
- Olhe o cassete e a coroa. Se a corrente velha passou muito do limite e os dentes estão em gancho, a corrente nova vai pular. Melhor saber agora.
- Passe a corrente nova. Pelo câmbio dianteiro (se houver), pelo pinhão menor e pelas duas roldanas, por dentro das abas da gaiola. Em corrente Shimano, a marca fica para fora.
- Ache o tamanho. Tire a corrente das roldanas, coloque na coroa maior e no pinhão maior, junte as pontas e conte uma polegada a mais, ou o que mandar a tabela do fabricante. Em full suspension, com a suspensão comprimida. Marque o pino com caneta.
- Corte no lado certo do elo. Para elo rápido, as duas pontas terminam em elo interno (o estreito), porque o elo rápido faz o papel do externo. Para pino Shimano, uma ponta fica com elo interno e a outra com externo.
- Feche com elo rápido. Encaixe as metades com a emenda no lado de cima da corrente, segure o freio traseiro e pise no pedal até ouvir o estalo, ou use o alicate. A seta do elo, quando houver, aponta no sentido de giro.
- Ou feche com pino de montagem. Use pino novo da mesma velocidade, nunca o original que saiu. Ponha a ponta-guia no furo, empurre com o extrator até o pino nivelar com as placas e quebre a guia com alicate.
- Procure elo duro. Gire o pedivela para trás: o elo que não dobra salta nas roldanas. Dobre-o de lado com as mãos até soltar.
- Teste extremos e marchas. Na coroa e no pinhão maiores, o câmbio não pode ficar no limite; no menor com o menor, a corrente não pode encostar nela mesma. Troque todas as marchas pedalando forte e, se precisar, siga o guia de como regular o câmbio.
Erros comuns na troca
Usar extrator de moto ou de corrente larga em 11 e 12 velocidades, que entorta a placa. Reaproveitar o pino original da Shimano. Copiar o tamanho da corrente velha sem conferir. Medir full suspension sem comprimir. E culpar a corrente nova pelo pulo quando o gasto é o cassete.
Lubrificante seco, úmido ou cera: qual usar?
Na terra, os testes são claros: lubrificante úmido é a pior escolha para trilha e estrada de terra. Líquido e pegajoso, ele segura a poeira, e a mistura vira pasta de polir dentro dos elos.
- Úmido: óleo que não seca. Aguenta chuva, mas segura poeira; faz sentido no asfalto molhado.
- Seco: película fina, muitas vezes com PTFE ou cera. Junta menos sujeira e sai mais rápido.
- Cera em gota: cera num veículo que evapora e deixa revestimento sólido.
- Cera por imersão: corrente limpa mergulhada em parafina com aditivos derretida.
A ZFC roda cada produto 5.000 km em máquina, sem limpar a corrente, em blocos de 1.000 km limpos, com poeira e com água. O desgaste sai como porcentagem da margem de 0,5%: 100% é corrente no limite de troca.
| Lubrificação | 1.000 km com poeira (%) | 1.000 km com água (%) | Acumulado em 4.000 km (%) |
|---|---|---|---|
| Cera por imersão (Molten Speed Wax, Silca Hot Melt) | 2,6 (média dos 5 melhores, ceras incluídas) | 8,6 | 12,7 |
| 5 melhores de gotejar (como Silca Super Secret e Ceramic Speed UFO) | 6 a 8 | 31,2 | 53,6 |
| 5 melhores úmidos | cerca de 25 a 28 | 48,9 | não divulgado |
| Média de todos os de gotejar | cerca de 25 a 28 | 66,7 | 110,2 |
| 5 piores de gotejar | 71,3 | não divulgado | não divulgado |
A ZFC calcula de 3 a 5 vezes mais vida para corrente e transmissão com cera, contra lubrificantes de gotejar medianos. No atrito de bancada, as melhores graxas de fábrica perdem 6 a 7 W, as piores perto de 10 W, e os lubrificantes mais rápidos ficam entre 3 e 4 W (o Ceramic Speed UFO Drip mediu 3 W).
E a graxa que vem de fábrica?
KMC e Shimano defendem mantê-la. A ZFC mediu o contrário: no bloco limpo, a graxa de fábrica da Shimano desgastou quase 5 vezes mais que a média dos 5 melhores de gotejar, e cera não adere sobre graxa. Se vai encerar ou usar cera em gota, tire a graxa da corrente nova antes de montar: a ZFC usa três banhos de 200 ml de aguarrás mineral e dois de álcool. Com óleo úmido, rodar com ela até a primeira limpeza é aceitável.
Parafina em casa funciona?
Com a cera certa, sim. A ZFC aprova ceras próprias para corrente (Molten Speed Wax e Silca Hot Melt), com aditivos de baixo atrito, e desaconselha vela derretida, que dá desgaste alto. Basta uma panela elétrica de 1,5 a 3,5 litros: corrente limpa mexida na cera derretida, pendurada para esfriar e com os elos soltos à mão.
Como e com que frequência lubrificar a corrente no barro e na poeira?
Antes de lubrificar, passe na corrente um pano com álcool, para o produto não levar a poeira de fora para dentro. Aplique uma gota por rolete na parte de baixo da corrente, girando o pedivela para trás, dê uns dez giros e limpe bem o excesso: o lubrificante trabalha dentro do elo, e o que fica por fora só junta sujeira. Cera em gota precisa secar: aplique na noite anterior. Nunca borrife perto do disco de freio.
O intervalo varia (a ZFC viu o mesmo produto durar de 200 a 800 km conforme o ciclista). Reaplique quando a corrente soar seca. Referências:
- Asfalto seco: os fabricantes de óleo citam 100 a 150 km; a cera por imersão rende uns 300 km (200 a 250 km para máxima vida da corrente).
- Terra na seca: de maio a setembro, no Sudeste e no Centro-Oeste, a poeira fina encurta tudo. A ZFC re-encera com 6 a 8 horas de pedal fora de estrada, e a cera em gota dura cerca de metade disso. Óleo pode não passar de 40 km na poeira pesada.
- Barro e chuva de verão: a água leva areia para dentro do elo. Seque e reaplique logo. Na cera, enxágue em água fervente num recipiente aberto, nunca tampado, e volte à panela; no óleo, só solvente tira a areia.
- e-MTB: o motor multiplica a carga. A ZFC corta pela metade o intervalo de cera (4 horas fora de estrada) e desaconselha óleo úmido, mesmo os vendidos para e-bike.
- Litoral: seque após o pedal e prefira tratamento antiferrugem, como o EPT da KMC (650 horas em névoa salina antes da primeira ferrugem, diz a marca).
Como limpar a corrente
Na rotina, desengraxante biodegradável (cítrico ou à base de água), escova e pano, com a corrente na bike. A máquina de limpar corrente tira o grosso, mas, segundo a ZFC, fica longe de limpar por dentro. Para zerar uma corrente com óleo, tire-a e faça banhos de solvente: uma corrente que rodou com graxa pode pedir mais de 3 litros de aguarrás. Enxágue, seque bem (o secador de cabelo ajuda) e só então lubrifique. A lavagem completa da transmissão está no guia de manutenção de bike.
Quanto dura uma corrente de bike e quanto custa trocar?
Não há quilometragem garantida, mas a tabela da ZFC dá a ordem de grandeza: com o lubrificante de gotejar médio, a corrente chega ao limite antes de 4.000 km de uso misto; com os 5 melhores, a projeção é de uns 7.000 km. No bloco com água, a média consumiu dois terços da margem em 1.000 km: no barro, a corrente chega ao limite perto de 1.500 km. Em e-MTB, menos ainda.
A corrente também pesa. Nos testes de durabilidade da ZFC, a XTR de 12 velocidades durou quase o dobro da Dura-Ace de 11, e as SRAM X01 e XX1 Eagle, cerca do dobro da XTR. Resistência não é problema: o mínimo é 8.000 N, e corrente que parte quase sempre parte numa troca sob força ou num pino mal montado.
Preços em lojas brasileiras em outubro de 2026, por volta de:
- Corrente de 8 velocidades (KMC X8, Z8.3): R$ 70 a R$ 120.
- Shimano Deore CN-M6100, 12v: R$ 150 a R$ 320, a maioria entre R$ 230 e R$ 280.
- SRAM Eagle 12v: perto de R$ 270 a NX, R$ 425 a GX, R$ 520 a GX T-Type e R$ 750 a XX1.
- Cassete Shimano Deore 10-51: R$ 530 a R$ 1.150.
- Lubrificante de 120 ml: R$ 50 a R$ 120.
- Mão de obra na oficina: em geral R$ 30 a R$ 100, fora a peça.
Numa Deore, deixar a corrente passar de 0,75% transforma uma troca de R$ 250 numa de R$ 900 ou mais, com cassete. Para escolher a reposição do seu nível, veja a escada de grupos Shimano de MTB.
Por que a corrente da bike faz barulho?
- Chiado contínuo que cresce com a força: corrente seca. Limpe e lubrifique.
- Estalo ou salto sempre no mesmo ponto da corrente: elo duro, elo rápido mal travado ou elo torto. Gire para trás e observe as roldanas.
- Pulo sob força com corrente velha: alongamento. Meça.
- Pulo com corrente nova: cassete ou coroa gastos.
- Raspagem constante: corrente cruzada num 2x, câmbio desregulado ou guia encostando.
- Batida no quadro na descida: embreagem do câmbio desligada ou corrente longa demais.
Corrente limpa, lubrificada, dentro da medida e ainda barulhenta? É regulagem: veja o guia do câmbio.
Perguntas frequentes
Posso usar WD-40 na corrente da bicicleta?
O WD-40 comum serve para desengraxar, não para lubrificar: é fino demais e sai rápido. Depois dele, aplique lubrificante de corrente.
O que é melhor para a corrente da bicicleta, óleo ou graxa?
Nenhum dos dois de uso geral: graxa é grossa, não entra entre pino e bucha e segura terra, e óleo de motor junta sujeira. Use lubrificante de corrente; na terra, prefira cera em gota ou por imersão.
Quanto custa trocar a corrente da bike?
Em outubro de 2026, a mão de obra fica entre R$ 30 e R$ 100, e a corrente vai de R$ 70 (8 velocidades) a mais de R$ 500 (SRAM T-Type). Uma Shimano Deore de 12 velocidades sai por R$ 230 a R$ 280.
Preciso trocar o cassete junto com a corrente?
Não, se você trocar a corrente no limite (0,5% em 11 e 12 velocidades). Se ela passou muito disso e a nova pula sob força, o cassete também está gasto.
Corrente de 11 velocidades serve em 12?
Não deveria. A de 12 é mais estreita (5,2 a 5,3 mm contra cerca de 5,5 mm) e o cassete foi desenhado para ela; a de 11 raspa e troca pior.
O elo rápido pode ser reutilizado?
Nos de 11 e 12 velocidades da Shimano e da SRAM, não: os fabricantes mandam usar um novo a cada abertura. A KMC tem versões reutilizáveis, descartadas junto com a corrente gasta.
Fontes e referências
- Park Tool, quando trocar uma corrente gasta
- Park Tool, como dimensionar o tamanho da corrente
- Zero Friction Cycling, principais conclusões dos testes de lubrificante (v2.3)
- Zero Friction Cycling, precisão dos medidores de desgaste de corrente
- Zero Friction Cycling, instruções de cera por imersão
- SRAM, quando trocar a corrente Eagle
- SRAM, PowerLock Eagle é de uso único
- Shimano, instruções do Quick-Link de 11 e 12 velocidades
- Shimano, o que é o Linkglide
- KMC, glossário técnico de correntes



