
Bomba de ar com manômetro de alta pressão
Bomba com manômetro para calibrar a pressão certa em casa, como manda a calculadora.
- ExtrasManômetro
- Manômetro para acertar a pressão
- Enche rápido
- Confira se o bico serve em Presta (válvula fina)
A medida certa para o seu aro, a carcaça que aguenta a sua trilha, a borracha e o cravo para o seu chão. E o tubeless passo a passo, com quantos ml de selante e de quanto em quanto tempo repor.

O pneu é a troca que mais muda a bike pelo menor preço. Ele decide quanta perna você gasta para manter a velocidade, quanto a bike segura na curva de terra solta e se a roda aguenta a pedra. E é a peça que mais gente compra errado: medida que não casa com o aro, carcaça fina para a trilha, borracha dura onde faltava aderência.
A medida que não deixa dúvida é a ETRTO, em milímetros, no formato largura-diâmetro: um 57-622 tem 57 mm de largura e assenta num aro de 622 mm. Se esse segundo número bate entre pneu e aro, o pneu serve; se não bate, não entra.
No MTB a medida vem em polegadas: em 29 x 2.25, o 29 é o diâmetro externo aproximado do pneu montado e 2.25 é a largura (2,25 × 25,4 = 57 mm). Na speed e na gravel vem em milímetros: em 700 x 28c, 700 é o diâmetro externo nominal e 28 a largura. O detalhe que confunde: aro 29 e aro 700c são o mesmo aro, 622 mm.
| Medida na loja | ETRTO (mm) | Uso típico |
|---|---|---|
| 29 x 2.25 | 57-622 | XC, bike de entrada |
| 29 x 2.40 | 61-622 | Trail, XC moderno |
| 29 x 2.50 | 63-622 | Enduro, downhill |
| 27,5 x 2.40 | 61-584 | Enduro, quadros pequenos |
| 700 x 28c | 28-622 | Speed |
| 700 x 40c | 40-622 | Gravel |
A largura interna do aro vem no adesivo ("622x25" ou "29 x 25" quer dizer 25 mm internos) ou na ficha da roda. Sem isso, meça com paquímetro de uma parede à outra, por dentro. O aro muda o pneu: pela regra da Continental, cada 1 mm a mais de aro alarga o pneu montado em cerca de 0,4 mm. Um GP5000 de 28 mm mede 27,2 mm num aro antigo de 17 mm e 29,6 mm num de 23 mm.
| Pneu (mm) | Exemplos | Aro interno (mm) |
|---|---|---|
| 25 a 27 | 700 x 25 | 15 a 22 |
| 28 | 700 x 28 | 16 a 23 |
| 29 a 34 | 700 x 30, 700 x 32 | 16 a 25 |
| 35 a 46 | 700 x 40, 700 x 45 | 17 a 27 |
| 47 a 57 | 29 x 2.10, 29 x 2.25 | 17 a 30 |
| 58 a 65 | 29 x 2.35 a 2.50 | 21 a 35 |
| 66 a 71 | 29 x 2.60 | 25 a 43 |
Fora da faixa, o pneu fica em gota no aro estreito e dobra na curva. A Maxxis otimiza os seus 2.50 para aro de 30 a 35 mm; um 2.6 num aro de 21 mm está fora da norma.
A carcaça é o tecido de náilon emborrachado que forma o corpo do pneu, sob o cravo. Ela define o peso e se o pneu rasga na pedra.
TPI (fios por polegada) mede a trama. Com 60 TPI, os fios são grossos: o pneu resiste mais a corte, mas pesa mais e copia menos o terreno. Com 120 TPI, fica mais leve e flexível, rola melhor e é mais frágil. Duas lonas de 60 protegem mais que uma de 120.
Talão. O de arame é barato e pesado; o dobrável, de aramida (o "kevlar" das lojas), é mais leve e o padrão no tubeless.
Proteção lateral. É na lateral que o pneu de trilha morre: corte de pedra e o "snakebite", o furo duplo de quando o pneu esmaga contra o aro. A escada da Maxxis mostra o que cada degrau custa:
| Carcaça | Construção | Peso (g) | Uso |
|---|---|---|---|
| EXO | 1 lona de 60 TPI, tecido anticorte na lateral | 1.092 a 1.105 | XC, trail leve |
| EXO+ | EXO com pequeno inserto de butil no talão | 1.162 | Trail, e-bike leve |
| DoubleDown | 2 lonas de 120 TPI, inserto de butil | 1.313 | Enduro, e-MTB |
| DH | 2 lonas de 60 TPI, inserto de butil grande | 1.423 | Downhill, bike park |
São mais de 300 g por roda entre EXO e DH, com o mesmo cravo. Peso na borda da roda custa na aceleração e na subida: não compre carcaça de downhill para pedal de fim de semana. Em compensação, a carcaça grossa aceita menos pressão sem dobrar na curva, e isso devolve aderência. A marca E-25 ou E50 na lateral é a homologação para e-bike até 25 ou 50 km/h.
A dureza da borracha é medida na escala Shore A, de 0 a 100. Pneu de carro fica perto de 70A; em MTB, 60A é borracha dura e durável, e os compostos de muita aderência ficam em torno de 40 a 50A. A borracha macia volta devagar depois de deformar, e esse amortecimento segura o pneu na pedra molhada. O custo: rola pior e gasta mais rápido, ainda mais no asfalto quente.
Por isso os pneus bons misturam borrachas. O dual compound põe uma mais dura no centro, para rolar, e uma mais macia nos ombros, para a curva. O triple compound (o 3C da Maxxis) acrescenta uma base dura que impede o cravo macio de dobrar na frenagem. Na Maxxis, a escala vai do MaxxSpeed (XC) ao MaxxTerra (intermediário) e ao MaxxGrip, o mais aderente. Schwalbe (Addix) e Continental seguem escalas parecidas.
Cravo central baixo e próximo rola mais, porque deforma menos. Cravo lateral alto e com quina segura na curva. Espaço grande entre cravos deixa o barro sair a cada volta. Na prática:
Frente e trás pedem pneus diferentes. A dianteira guia; quando ela escorrega, você cai. A traseira traciona e freia, e escorregar um pouco dela é controlável. Por isso vai o pneu mais aderente na frente e o que rola ou freia melhor atrás: Assegai ou DHF com DHR II no enduro, Racing Ray com Racing Ralph no XC. Na terra vermelha que vira sabão no verão, a frente é o lugar de investir em borracha macia.
Quase todo pneu de performance vendido aqui é importado. A Pirelli fabrica pneu de carro e moto no Brasil, mas não pneu de bike: P Zero, Cinturato e Scorpion saem da fábrica de Bollate, ao lado de Milão (a linha Scorpion XC anterior vinha da Tailândia). A nacional Levorin, de Guarulhos (SP) e do grupo Michelin desde 2016, domina o pneu barato.
Por pneu, em outubro de 2026: Levorin aro 29 de arame, R$ 70 a R$ 140; importados básicos de Kenda e Chaoyang, R$ 85 a R$ 300; Maxxis Rekon Race ou Pirelli Scorpion XC, R$ 475 a R$ 650; Maxxis Aspen ST de competição, R$ 800 a R$ 1.000. Para tubeless e trilha técnica, um pneu dobrável TLR de marca é o upgrade que mais muda a bike.
| Pneu testado | Categoria | Peso medido (g) | Resistência (W) |
|---|---|---|---|
| Continental Race King Protection 2.2 | XC rápido | 588 | 15,7 |
| Pirelli Scorpion XC RH 2.4 (2026) | XC, terra dura | 637 | 16,7 |
| Schwalbe Racing Ray Super Race 2.35 | XC | 748 | 19,3 |
| Maxxis Rekon Race EXO TR 2.25 | XC | 680 | 26,6 |
| Kenda Booster Pro SCT 2.4 | XC | 739 | 35,3 |
Entre o primeiro e o último há quase 20 W por pneu, e o peso explica pouco: o Racing Ray pesa 160 g a mais que o Race King e perde só 3,6 W. Pneus de enduro como DHF, Assegai e Kryptotal não estão nesta lista e rolam bem mais devagar: é o preço da aderência.
Na mesma pressão, o pneu mais largo forma uma marca de contato mais curta. A carcaça dobra menos ao entrar e sair dela, e menos deformação é menos energia perdida. Com menos pressão, ele ainda absorve a vibração do asfalto remendado em vez de fazer a bike quicar.
No teste, o GP5000 S TR gastou 10,1 W em 25 mm a 80 psi, 9,7 W em 28 mm a 72 psi e 10,0 W em 30 mm a 72 psi: o 28 rolou melhor com menos pressão, e o 30 empatou com o 25, com mais conforto. Por isso o pneu de speed 28 virou padrão, com 30 a 32 mm nas endurance. Confira a folga do quadro e do garfo antes.
| Pneu e largura | Tipo | Peso medido (g) | Resistência (W) |
|---|---|---|---|
| Vittoria Corsa Pro Speed TLR 28 | Tubeless de prova | 240 | 6,7 |
| Pirelli P Zero Race TLR SL-R 28 | Tubeless de prova | 282 | 8,4 |
| Continental GP5000 S TR 28 | Tubeless, treino e prova | 265 | 9,7 |
| Continental Ultra Sport III 25 | Câmara, entrada | 267 | 16,6 |
| Vittoria Rubino Pro G+ 2.0 25 | Câmara, treino | 245 | 19,0 |
Os pneus de treino, feitos para durar no acostamento, gastam quase o dobro do GP5000: uns 18 W a mais na bike. Um GP5000 S TR 700 x 28 custa de R$ 640 a R$ 1.000 a unidade; um Rubino Pro 700 x 28, de R$ 320 a R$ 410. Mais no guia de bike speed.
A faixa é de 35 a 50 mm, com aro de 17 a 27 mm internos até 46 mm de pneu. Centro liso ou de cravo baixo para estradão batido (Pirelli Cinturato Gravel H, Schwalbe G-One RS, Continental Terra Speed, Panaracer GravelKing Slick); cravo mais alto para cascalho solto (Cinturato Gravel M, G-One Overland, Terra Trail, Maxxis Rambler). Comece no 40 mm; 45 a 50 mm é para cascalho solto e viagem com carga. Mais no guia de gravel.
No tubeless, o talão veda contra o aro, uma fita fecha os furos dos raios e um selante líquido tampa os furos pequenos enquanto você pedala. Sem câmara para morder contra o aro, você roda com menos pressão e ganha aderência; espinho e arame se fecham em segundos; e sem o atrito da câmara o pneu rola melhor. O custo: montagem mais trabalhosa, selante que seca e corte grande que não fecha, o que obriga a levar plugue de reparo e câmara reserva.
Como saber se a roda é tubeless. Pneu e aro precisam ser tubeless ready. No pneu, a lateral traz TR (Maxxis), TLR, TLE (Schwalbe) ou "Tubeless Ready"; no aro, o adesivo diz TLR ou "Tubeless Ready". Muitas bikes saem prontas para tubeless e vêm com câmara: a conversão custa fita, válvulas e selante.
Câmara de butil ou de TPU. Se ficar na câmara, a escolha é entre o butil, a borracha preta de sempre, e o TPU, um plástico fino e muito mais leve. O laboratório mediu 23 câmaras:
| Câmara | Material | Peso (g) | Resistência (W) |
|---|---|---|---|
| Schwalbe SV15 | Butil comum | 105 | 14,0 |
| Continental Race 28 Light | Butil leve | 75 | 11,6 |
| Continental ContiTPU | TPU | 36 | 11,2 |
| Pirelli P Zero SmarTube RS | TPU | 35 | 10,9 |
| Vittoria Latex 25/28 | Látex | 80 | 10,8 |
Trocar o butil comum por TPU tira uns 70 g por roda e quase 3 W por pneu, e a câmara de TPU reserva cabe no bolso da camisa. O butil é mais barato e fácil de remendar. Com freio no aro, confira se o fabricante libera o TPU, porque a frenagem longa esquenta o aro.
Ferramentas: fita tubeless um pouco mais larga que o aro interno, válvula Presta tubeless com a base no formato do aro, selante, chave de núcleo, espátulas de plástico, álcool isopropílico, água com detergente e bomba de alta vazão. Pneu justo pode pedir bomba com reservatório ou compressor.
Erros comuns: fita estreita, que deixa o talão sem vedação; núcleo entupido de selante seco, que impede de encher; pneu de câmara usado como tubeless; e esquecer de repor o selante, o motivo mais comum de "o tubeless não fechou o furo".
| Pneu de estrada e gravel | Selante (ml) | Pneu de MTB | Selante (ml) |
|---|---|---|---|
| 700 x 25 | 35 | 29 x 2.20 | 80 |
| 700 x 28 | 40 | 29 x 2.25 e 2.35 | 85 |
| 700 x 30 e 32 | 45 | 29 x 2.40 e 2.50 | 90 |
| 700 x 40 | 55 | 29 x 2.60 | 95 |
| 700 x 45 | 60 | 27,5 x 2.40 | 85 |
O selante seca, e mais rápido no calor. Os fabricantes falam em 2 a 7 meses de vida, conforme temperatura e umidade, e a Trek manda completar a cada três meses em clima quente e seco. No verão brasileiro, confira a cada 2 a 3 meses: válvula para cima, esvazie, tire o núcleo e enfie uma vareta fina. Se ela sair seca, reponha.
O inserto é um anel de espuma dentro do pneu tubeless, encostado no aro. Protege o aro, sustenta a lateral e deixa voltar com o pneu vazio. O CushCore Pro pesa cerca de 260 g na roda 29 e serve em pneus de 2.1 a 2.6; o Vittoria Air-Liner Protect Trail, cerca de 100 g. Com inserto, a nossa calculadora baixa cerca de 7% da pressão. Vale no enduro, no downhill e no bike park de pedra; no XC, o peso raramente compensa.
A pressão da lateral é o máximo, não a de uso: um Minion DHF 29 x 2.50 aceita 50 psi e roda na trilha com metade. A calculadora de pressão do pneu faz a conta. Alguns pontos de partida, traseiro e dianteiro:
A frente vai mais baixa porque leva menos peso parado; a câmara pede mais pressão para não morder contra o aro. Ajuste de 1 a 2 psi por vez no MTB e de 3 a 5 na speed: se o aro bate, suba; se a bike quica e escorrega, desça. Calibre frio: a pressão sobe cerca de 2,5 psi a cada 10 °C, e a bike que passou a manhã no sol chega à trilha mais cheia.
Esses números pedem manômetro: o aperto do dedo erra fácil 5 psi. A bomba do catálogo é simples, para quem está começando; confira se o bico serve na válvula Presta, a padrão de tubeless e speed.

Bomba com manômetro para calibrar a pressão certa em casa, como manda a calculadora.
Não há quilometragem fixa. Troque quando aparecer:
O traseiro gasta antes: leva cerca de 60% do peso e toda a tração. Na speed, se trocar só um, ponha o novo na frente e o da frente atrás, porque perder a dianteira derruba. Veja a rotina completa em manutenção da bike.
Para trilha, um 29 x 2.25 com câmara fica perto de 29 a 33 psi atrás para 75 a 85 kg de ciclista e bike, e uns 13% menos em tubeless. O número da lateral é o máximo, não o de uso.
No diâmetro, sim: 700c e 29 têm o mesmo aro de 622 mm. Mas a largura precisa casar: um 700 x 40 monta em aro de MTB de até 27 mm internos, e um 700 x 28 pede aro de 16 a 23 mm.
Pode. Todo pneu tubeless ready aceita câmara, e é assim que se volta para casa depois de um corte que o selante não fechou.
Na montagem, cerca de 85 ml num 29 x 2.25, 90 ml num 29 x 2.4 e 40 ml num 700 x 28, pela tabela da Trek. Na reposição, 30 a 40 ml num pneu de MTB costumam bastar.
Em MTB comum, o 2.6 (66 mm), que pede aro de 25 a 43 mm internos e quadro com folga. Existem 29 x 3.0 (76 mm), que pedem aro de pelo menos 31 mm e quadro feito para eles.
Maxxis, Schwalbe, Continental, Pirelli, Vittoria e Michelin lideram os testes, cada uma forte numa área. Escolha o modelo certo para o seu terreno antes da marca.