
Pedal plataforma Promend PD-M29
Pedal plataforma de alumínio para trilha e downhill com tênis, leve e com boa área de apoio.
- Peso319 g (par)
- Plataforma123 x 100 mm
- Leve (319 g o par)
- Plataforma larga
- Eixo cromo-moly
- Pinos podem machucar a canela
Você sobe pedalando e desce contra o relógio, várias vezes no mesmo dia. Veja como funciona a prova, o que muda na bike de enduro, onde correr no Brasil e quanto custa montar o kit, com preços de outubro de 2026.

Enduro MTB é a modalidade em que você sobe pedalando e desce contra o relógio, várias vezes no mesmo dia. Os trechos de descida cronometrados se chamam especiais; os deslocamentos entre eles, sem cronômetro, são as ligações. Vence quem tiver a menor soma de tempos nas especiais. Por isso a bike de enduro precisa descer quase como uma de downhill e ainda subir uma serra inteira sem acabar com você.
Se a sua dúvida é sobre a descida pura, com subida de teleférico ou caminhão, veja o guia de downhill. Se ainda está escolhendo a primeira MTB, comece pelo guia de mountain bike.
O regulamento da UCI define a prova assim: um percurso com várias ligações e várias especiais cronometradas, e o tempo de todas as especiais vira um tempo total. Cada especial precisa ser "predominantemente em descida", mas pode ter trechos curtos de pedal ou de subida. A trilha deve misturar caminho estreito e largo, lento e rápido, em vários tipos de piso.
As regras mínimas da UCI para uma prova de enduro são poucas e claras:
A sigla EDR é como a UCI chama o enduro no calendário, e o E-EDR é a versão com bike elétrica. A Copa do Mundo de Enduro da UCI existe desde 2023, quando substituiu o antigo Enduro World Series. Em 2026 teve 6 etapas, todas na Europa, de Loudenvielle-Peyragudes (França) a Morillon (França), com 5 a 9 especiais por prova. O Mundial de 2026 foi em Finale Ligure, na Itália, de 16 a 18 de outubro: 76 km, 6 especiais, 2.131 m de subida pedalada e 2.349 m de descida cronometrada.
O regulamento da Copa (WBD, edição 2025) aperta as regras da UCI:
Um detalhe que diz muito sobre a modalidade: o regulamento da Copa pede que o percurso seja pensado para uma bike de 140 a 160 mm como "ótimo", e que pelo menos uma ligação por prova seja toda pedalada. O enduro de verdade é uma prova de resistência com técnica de descida, não um downhill picado.
A resposta curta: a bike de trail sobe melhor e é mais divertida em trilha mediana; a de enduro desce mais rápido e com mais margem em terreno quebrado, mas pesa mais e pedala com mais esforço. A BikeRadar resume em curso: trail vai de 120 a 160 mm atrás, enduro de 150 a 180 mm, quase sempre na parte de cima da faixa. No meio fica uma zona cinza, onde uma trail de 150 mm e uma enduro de 160 mm fazem quase o mesmo trabalho.
| Medida | Trail | Enduro | Downhill |
|---|---|---|---|
| Curso traseiro (mm) | 120 a 160 | 150 a 180 | 200 a 210 |
| Garfo: curso (mm) e bengala | 130 a 160, bengala de 34 a 36 mm | 160 a 180, bengala de 35 a 38 mm | 200 a 203, dupla coroa |
| Ângulo de direção (graus) | cerca de 64 a 66 | cerca de 63 a 64,5 | cerca de 62 a 63,5 |
| Canote retrátil (mm) | 125 a 170 | 170 a 240 (média de 203 no teste da ENDURO) | não usa; canote fixo e baixo |
| Freio e discos (mm) | 2 ou 4 pistões, 180 a 200 | 4 pistões, 200 a 220 | 4 pistões, 200 a 220 |
| Pneu (carcaça) | simples ou reforçada | reforçada ou dupla | dupla (DH) |
| Peso típico (kg) | 13,3 a 16,2 | 15,3 a 17,6 | cerca de 16 a 17 |
Cursos, bengalas e freios seguem a BikeRadar; pesos e canote, os comparativos de 2026 da ENDURO Mountainbike Magazine (bikes sem motor); ângulos são faixas aproximadas das fichas atuais. São as mesmas faixas do guia de downhill, para você comparar as três de uma vez.
Como decidir no Brasil: se o seu pedal é estradão, single track de fazenda e subida longa no calor, a trail ganha, e em muitos casos uma hardtail resolve (veja full suspension ou hardtail). A enduro passa a valer quando você desce serra com pedra solta e degrau, vai a bike park mais de quatro ou cinco vezes por ano ou quer correr enduro. Uma trail de 140 mm ou mais com pneu agressivo e freio maior corre uma prova amadora sem vergonha nenhuma.
No teste das melhores bikes de enduro de 2026 da ENDURO Magazine, com 14 bikes, o garfo foi de 160 a 180 mm (média perto de 171) e a traseira de 150 a 180 mm (média perto de 165). O curso longo deixa a roda copiar pedra e raiz sem tirar a bike da sua mão, e dá margem para errar a linha numa especial que você só viu uma vez.
A geometria segue a mesma lógica do downhill, com uma diferença: o selim. O ângulo de direção aberto, perto de 63° a 64,5°, aumenta o rastro e acalma a frente em alta velocidade. O entre-eixos longo deixa a bike menos sensível quando você freia forte. Já o ângulo efetivo do selim fica em 76° a 78°, mais em pé que numa bike antiga, para o quadril ficar em cima do movimento central na subida da ligação: com o garfo de 170 mm, a frente empinaria com o selim deitado. A Canyon cita ainda pedivelas mais curtas no enduro, de até 160 mm, que raspam menos na pedra quando você pedala dentro da especial.
A UCI permite rodas de diâmetros diferentes no enduro. A 29 na frente passa melhor por cima de degrau. A 27,5 atrás deixa mais espaço entre pneu e corpo quando você joga o quadril para trás no íngreme, e a bike entra mais rápido em curva fechada. A física está explicada no guia de downhill. Na prática: 29 nas duas rodas é o padrão para quem tem de 1,70 m para cima e anda em trilha rápida; mullet faz sentido para quem é mais baixo, sente o pneu raspar no short ou anda muito em curva fechada e íngreme. Vários quadros, como a Trek Slash, vêm com traseira 27,5 nos tamanhos pequenos.
A mola de aço é linear: a força para comprimir cresce igual do começo ao fim do curso. Tem pouco atrito para começar a se mexer e não muda de comportamento com o calor. O ar fica progressivo, porque o ar preso se comprime num volume cada vez menor, e se ajusta com bomba. O ponto fraco do ar, segundo a Canyon, é a descida longa: o atrito esquenta o ar, ele expande e o amortecedor fica mais duro. O da mola é o peso: até cerca de 475 g a mais, e trocar a carga exige comprar outra mola. Para começar, ar. Mola é para quem desce muito em terreno quebrado e já sabe o que quer da suspensão. O sag fica entre 25% e 30% atrás, como explica o guia de suspensão.
Furo e rasgo em pedra são o jeito mais comum de perder uma prova de enduro, porque você não tem assistência na especial. A ENDURO Magazine chega a dizer que carcaças como a EXO+ da Maxxis são frágeis demais para a categoria. A diferença pesa: na ficha do distribuidor brasileiro, o Maxxis Minion DHF 29x2.60 EXO tem cerca de 1.120 g, e o Assegai 29x2.50 DoubleDown, com duas lonas de 120 TPI e inserto de butil, cerca de 1.370 g. São 250 g a mais por roda, e é por isso que tanta gente monta o reforçado só atrás, onde o pneu sofre mais. O guia de pneu detalha cravos e compostos, e a calculadora de pressão dá o ponto de partida.
O canote retrátil baixa o selim com um toque no guidão, e é ele que deixa a mesma bike subir e descer. No enduro ele trabalha o dia inteiro: alto na ligação, baixo na especial, e às vezes subindo e descendo dentro da especial. Quanto mais curso, mais espaço para o corpo se mexer sobre a bike. A média dos canotes do teste de 2026 da ENDURO foi de 203 mm, e o maior tinha 240 mm. O limite é o seu corpo e o quadro: meça a distância do centro do movimento central ao topo do selim na altura de pedalar e confira a profundidade de inserção do tubo de selim antes de comprar.
Numa especial de enduro você freia tanto quanto num downhill, e depois ainda pedala a ligação com o freio quente. Quatro pistões apertam a pastilha com mais área e força; o disco maior dá mais torque para o mesmo aperto no manete e tem mais metal para dissipar calor. A BikeRadar recomenda 200 a 220 mm no enduro e, se você for correr com uma trail, pelo menos 200 mm na frente e 180 mm atrás. No teste da ENDURO, as bikes com disco traseiro de 180 mm foram criticadas por isso. Veja os níveis de freio no guia de freio hidráulico.
O enduro brasileiro é menor e mais disperso que o downhill. Não existe hoje um circuito nacional grande como foram a Brasil Enduro Series e outras séries da década passada, e não há etapa da Copa do Mundo da UCI no país. O que roda são séries regionais, festivais e o Campeonato Brasileiro da CBC. A tabela traz só o que confirmamos em página oficial (site, inscrição ou calendário de federação) até 19 de outubro de 2026.
| Prova | Cidade/UF | Data | Formato | Link oficial |
|---|---|---|---|---|
| Campeonato Brasileiro de Enduro EDR/E-EDR (CBC) | Macaé/RJ | 2026: 1 e 2 de agosto. 2027: data a confirmar | Dois dias; nº de especiais não divulgado. A edição de 2025, em São José dos Campos (SP), teve 7 especiais (4 no sábado, 3 no domingo) | Calendário 2026 (FCC) |
| Montanhas Race Enduro 4Fun, etapa 1 | Campos do Jordão/SP (Zoom Bike Park) | 2026: 28 e 29 de março. 2027: data a confirmar | 4 a 5 especiais, com 70% ou mais de descida; ligação pedalada, de caminhão ou de carro, conforme o local | Inscrição oficial |
| Montanhas Race Enduro 4Fun, etapa 2 | Mairiporã/SP (Ride 42 Trilhas) | 2026: 27 e 28 de junho. 2027: data a confirmar | 4 a 7 especiais; ligação mista; dois dias | Inscrição oficial |
| Montanhas Race Enduro 4Fun, etapa 3 | Camanducaia/MG (Estalagem Tronador) | 2026: 24 e 25 de outubro. 2027: data a confirmar | 4 a 7 especiais; ligação mista; dois dias | Inscrição oficial |
| P.cycle Enduro Series (3 etapas) | Nova Lima/MG | 2026: 11 e 12 de abril; 15 e 16 de agosto; 3ª etapa a confirmar. 2027: a confirmar | Etapa 1 numa trilha só (Boca do Sapo, 2,9 km), com tomada de tempo no sábado e descidas no domingo; etapa 2 com 2 especiais somadas | Inscrição da etapa 1 |
| Monkeys Fest Ride | Macacos, Nova Lima/MG | 2026: 9 a 11 de outubro (prova no dia 11). 2027: a confirmar | 3 especiais cronometradas | Página oficial (cronometragem) |
| 3º Paraná Enduro Fest | Piraquara/PR (Canal Aventura Bike Park) | 2026: 30 de agosto. 2027: a confirmar | 3 especiais num dia, tempo pelo Strava; categorias analógica e e-bike | Inscrição oficial |
| MTB Enduro Fest Pirenópolis (Mtb Enduro Brasil) | Pirenópolis/GO | 2026: 1º de agosto (anúncio no perfil oficial). Edição anterior: 6 de dezembro de 2025 | Um dia; especiais cronometradas com fotocélula e ligações sem cronômetro | Inscrição de 2025 |
| Flowripa Enduro Fest (passeio, sem cronômetro) | Florianópolis/SC | 2026: 4 a 7 de junho. 2027: 27 a 30 de maio (10ª edição) | Festival de 4 dias em trilhas de enduro; full face e joelheira obrigatórios | Inscrição de 2026 |
Sobre o Brasileiro: a data e o local de 2026 vêm do calendário oficial da Federação Catarinense de Ciclismo, que lista a prova da CBC; a federação do Rio também marca um estadual de enduro em Glicério, distrito de Macaé, no mesmo fim de semana. Não encontramos número de especiais nem resultado publicado. Para correr o Brasileiro, você precisa ser filiado à federação do seu estado; nas séries amadoras, basta a inscrição. Não confirmamos nenhum campeonato estadual de enduro de bike em 2026 além desse.
A inscrição nas provas que publicam preço vai de R$ 80 (Paraná Enduro Fest, lote com taxa inclusa) a R$ 350 (Montanhas Race, segundo lote, mais a taxa da plataforma), com média perto de R$ 190 sem taxa. Some hospedagem: quase toda prova é longe das capitais e dura dois dias.
Depende de quanto da bike você já tem. A tabela mostra três caminhos, com preços pesquisados em outubro de 2026: as bikes no site oficial da marca ou em loja autorizada, os componentes em distribuidores e lojas do país. Câmbio, frete e promoção mexem nesses números.
| Item | Começar com o que tem (R$) | Intermediário (R$) | Competitivo (R$) |
|---|---|---|---|
| Bike | 0: a sua full de trail de 130 a 150 mm | cerca de 24.000 a 25.000 antes do frete (Canyon Torque AL 7 importada) ou 30.990 (Specialized Stumpjumper 15 EVO Comp Alloy) | 31.390 (Trek Slash 8, alumínio, 170 mm) a cerca de 58.400 (Scott Ransom 910, carbono) |
| Capacete de queixeira removível | 400 a 430 (High One X Full) | 1.615 a 1.745 (Leatt Enduro 3.0) | 1.870 a 2.390 (Bell Super Air R MIPS) |
| Joelheira que pedala | 480 a 720 (Fox Enduro D3O) | 520 a 740 (Leatt ReaFlex Pro ou AirFlex Pro) | 570 a 700 (Fox Launch D3O, mais cobertura) |
| Pneus de carcaça reforçada | cerca de 630 (só o dianteiro, Minion DHF EXO 29x2.60) | cerca de 1.260 (par EXO) | cerca de 1.560 (par Assegai DoubleDown) |
| Canote retrátil | 845 a 890 (TranzX de 170 mm) | já vem na bike nova; para trocar, cerca de 1.600 (X-Fusion Manic 170 mm) | já vem na bike; Fox Transfer de 175 mm, 2.635 a 3.100 |
| Inscrição de uma prova | 80 a 165 | 220 a 300 | 300 a 385 |
| Total aproximado | 2.400 a 2.900 | 28.000 a 37.000 | 36.000 a 64.000 |
Como lemos esses números:
Tem uma peça barata que entra em qualquer coluna: pedal plataforma, se você ainda anda de clip e quer aprender a técnica de pé solto (veja abaixo) ou só quer uma opção para o bike park.

Pedal plataforma de alumínio para trilha e downhill com tênis, leve e com boa área de apoio.
O Promend PD-M29 é um pedal de entrada: alumínio, eixo de cromo-moly, plataforma de 123 x 100 mm e 319 g o par. Serve para treinar e para as primeiras provas amadoras. Não tem a área e a pegada de um plataforma de competição, e os pinos acertam a canela se o pé escapar: mais um motivo para a joelheira.
A técnica de descida é a mesma do downhill (posição de ataque, frear antes do trecho, olhar longe), e está passo a passo no guia de downhill. O que o enduro acrescenta é administrar o dia inteiro e descer rápido numa trilha que você conhece pouco.
O enduro mistura duas coisas que parecem opostas: horas de pedal de resistência e esforços curtos no máximo. Na revisão de estudos publicada no Journal of Australian Strength and Conditioning, a frequência cardíaca média passou de 90% da máxima nas especiais, o lactato no sangue chegou a cerca de 15 mmol/L logo depois delas, e pilotos de elite e amadores tinham VO2máx parecido, de 63,6 a 65,8 ml/kg/min. O que separou os mais rápidos não foi a fisiologia: foi o volume semanal de subida e descida fora de estrada e a habilidade técnica. A elite treina cerca de 12 horas por semana, a maior parte na própria bike, na trilha.
Em outras palavras: técnica primeiro, condicionamento depois. Um plano realista para quem trabalha:
Sobre risco: no estudo de duas temporadas do Enduro World Series, com 2.010 pilotos, a taxa de lesão em prova foi de 38,3 por 1.000 horas, contra 3,6 no treino. Ombro e clavícula responderam por 12,8% das lesões, cabeça e mão por 9% cada, e a concussão foi o diagnóstico mais comum (7,4%). Cortes e ralados foram 26%, por isso os autores recomendam proteção de canela e antebraço. A conclusão prática: a prova é onde você se machuca, então não corra acima do seu limite numa especial que não conhece.
Mantenha uma oficina que entenda de suspensão por perto: barro, poeira e descida repetida pedem revisão de garfo e amortecedor com mais frequência que o XC.
É a modalidade de mountain bike em que você sobe pedalando e desce contra o relógio em várias especiais no mesmo dia; vence a menor soma de tempos. A UCI exige pelo menos 3 especiais, quase todas em descida, e as ligações entre elas não são cronometradas.
A bike de enduro tem mais curso (150 a 180 mm contra 120 a 160 mm), direção mais aberta, freio maior e pneu mais grosso: desce mais rápido e sobe com mais esforço. Trail é para quem pedala de tudo e quer uma bike mais leve e ágil.
Uma bike de enduro nova de marca grande custa por volta de R$ 31 mil em outubro de 2026, como a Trek Slash 8 no site oficial, e as de carbono passam de R$ 55 mil. Importar uma Canyon Torque de alumínio dá uns R$ 24 mil a R$ 25 mil com impostos, antes do frete.
Sim: a maioria das bikes de enduro hoje é aro 29 nas duas rodas. O mullet (29 na frente, 27,5 atrás) é opção para quem é mais baixo ou anda muito em curva fechada e íngreme.
Na Copa do Mundo, sim, o tempo todo em cima da bike, e queixeira removível vale se for recolocada antes de cada especial. Nas provas brasileiras, o regulamento de cada uma decide; o Flowripa, por exemplo, exige capacete fechado e joelheira.
Enduro, para a maioria: a bike sobe pedalando, serve para trilha e bike park, e você não depende de transporte. O downhill exige bike própria de 200 mm e pista com subida motorizada.